Todos os anos, em janeiro, voltamos a nos perguntar: “Como tirar as metas do papel?”
Na entrevista à CNN Brasil, falei sobre esse tema que acompanha tantas pessoas — e que, muitas vezes, vem carregado de ansiedade, autocobrança e perfeccionismo.
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A verdade é que nossas metas travam não por falta de vontade, mas por como o cérebro reage ao desconforto.
Ele tende a evitar justamente o que faz parte do progresso: repetição, incerteza e exposição.
Por isso, insisto tanto que tirar uma meta do papel não é uma questão de força, e sim de método — de aprender a construir constância sem se violentar.
Quando avaliamos o sucesso apenas pelo resultado final, cada erro ou atraso parece um fracasso. Mas a meta não existe para medir o nosso valor. Ela serve para nos orientar no caminho.
E quando o caminho é vivido com prazer — quando criamos rituais, recompensas pequenas, ambientes que favorecem o fazer — a meta deixa de ser castigo e passa a ser prática. 🌱
Na conversa com a CNN, compartilhei dez estratégias comportamentais que ajudam a transformar intenção em ação, com base na terapia cognitivo-comportamental e na neurociência da motivação.
Elas falam sobre começar pequeno, reduzir atritos, reconhecer o mínimo que conta, criar reforços imediatos e, acima de tudo, cultivar prazer no processo.
Porque prazer é regulação.
É o que ensina ao cérebro que o esforço vale a pena — e que podemos crescer sem precisar nos punir para isso.