Existe terapia “em dia”?

Vivemos um tempo em que a saúde mental ganhou espaço — nas conversas, nas redes sociais, nas agendas pessoais. Falar sobre ansiedade, limites e autocuidado deixou de ser tabu. Mas, junto com essa abertura, surgiu também uma ideia silenciosa e perigosa: a de que é possível estar “em dia” com a própria saúde emocional.

Como se a terapia funcionasse como um curso com etapas concluídas. Como se o sofrimento tivesse prazo para acabar. Como se voltar a sentir ansiedade significasse fracasso. Na prática clínica, escuto com frequência a mesma pergunta: “Eu já não deveria ter superado isso?”

Essa lógica de desempenho emocional distorce o verdadeiro sentido do processo terapêutico. A terapia não é um checklist. Não é um certificado. Não é uma linha reta. Ela é um espaço vivo de elaboração — onde emoções reaparecem, ganham novos significados e nos convidam a crescer de outra forma.

Fui convidada pela Revista Vive para escrever sobre esse tema tão atual: por que transformar a saúde mental em meta de rendimento pode gerar frustração, culpa e expectativas irreais. E por que amadurecer emocionalmente não significa eliminar conflitos, mas aprender a se relacionar com eles com mais consciência e responsabilidade.

Se você já se perguntou se está “fazendo terapia direito”, este texto é para você.

Talvez a pergunta mais honesta não seja se estamos “em dia”, mas se estamos dispostos a nos habitar com mais profundidade e compaixão.

Você pode ler a matéria completa no link abaixo.
👉 Existe uma terapia “em dia”?

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