Concedi uma entrevista para a revista IT Mãe sobre um tema cada vez mais relevante: o papel dos brinquedos no desenvolvimento de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA).
Na matéria, é destacado como o mercado de brinquedos tem passado por uma transformação importante nos últimos anos, com marcas desenvolvendo produtos voltados especificamente para esse público. A proposta vai além do entretenimento: são brinquedos pensados para auxiliar no desenvolvimento motor, cognitivo, na atenção e na regulação sensorial.
Com o aumento do diagnóstico de autismo, tanto no Brasil quanto no mundo, cresce também a demanda por soluções mais inclusivas no dia a dia das famílias. Nesse cenário, empresas como Buba, Bupbaby e Cuca Toys vêm ampliando seus portfólios com itens que priorizam funcionalidade, segurança e estímulos adequados ao perfil dessas crianças.
Entre os produtos mais procurados estão brinquedos de encaixe, empilhamento, sequenciamento, livros sensoriais e atividades inspiradas na abordagem montessoriana. Esses recursos favorecem habilidades como coordenação motora fina, organização de ações, previsibilidade e sustentação da atenção, competências fundamentais para a rotina.
Outro ponto de destaque é o uso do hiperfoco como aliado no desenvolvimento. Em vez de restringir interesses intensos por temas específicos, especialistas e famílias têm utilizado essas preferências como ponto de partida para estimular novas habilidades, promovendo engajamento e aprendizado de forma mais natural.
Além disso, a regulação sensorial ganha espaço na escolha dos brinquedos, com opções que ajudam a reduzir sobrecargas e tornam o ambiente mais previsível e confortável para a criança.
Como destaquei na matéria, “os brinquedos mais valiosos não são os que oferecem mais estímulos, mas os que tornam o mundo mais compreensível para a criança”. Quando bem escolhidos, eles deixam de ser apenas objetos de lazer e passam a funcionar como ferramentas que apoiam o desenvolvimento, a autonomia e a participação nas atividades do cotidiano.